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Toffoli libera R$ 200 mi a entidade mesmo após MP apontar “afronta”; entenda

Decisão de Toffoli Libera R$ 200 Milhões a Entidade

Um contrato milionário envolvendo royalties de petróleo no litoral paulista gerou uma troca de farpas em vários escalões do Judiciário brasileiro. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o pagamento de R$ 200 milhões em honorários advocatícios a uma entidade ligada a familiares de magistrados de cortes superiores, apesar de um alerta formal do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que classificou a manobra jurídica como uma “afronta às balizas do devido processo legal”.

O caso começou com um contrato firmado entre o município de São Sebastião e o Núcleo Universitário de Pesquisa, Estudos e Consultoria (Nupec) para atuar em uma disputa judicial contra a cidade vizinha de Ilhabela pela partilha dos royalties do petróleo. O acordo estabeleceu o pagamento de 20% em honorários de êxito aos advogados atuantes no caso, o que corresponde a cifras de pelo menos R$ 200 milhões.

Reações do Judiciário e do Ministério Público

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) questionaram a legalidade do contrato e a liberação dos honorários. O MPSP argumentou que a validação do contrato e a liberação dos honorários sem a devida licitação e sem a observância do devido processo legal configuram uma “afronta às balizas do devido processo legal”.

O TJ-SP também se manifestou contra a liberação dos honorários, alegando que a entidade não tem registro na OAB e não pode prestar serviços jurídicos. Além disso, o tribunal estadual considerou os honorários cobrados como “excessivos”.

Decisão de Toffoli e Consequências

Apesar das manifestações do TJ-SP e do MPSP, o ministro Dias Toffoli determinou a liberação imediata dos R$ 200 milhões em honorários advocatícios. Além disso, Toffoli cassou o compartilhamento de dados bancários sigilosos que já estavam em posse dos investigadores, sob o argumento de que as provas se tornaram ilegais após sua decisão.

A decisão de Toffoli gerou críticas e questionamentos sobre a legalidade e a constitucionalidade da medida. O caso expôs o clima de tensão institucional entre o Judiciário paulista e a Corte Suprema.

  • O contrato do Nupec foi questionado por não ter sido realizado por meio de licitação.
  • O TJ-SP considerou os honorários cobrados como “excessivos” e a entidade não tem registro na OAB.
  • O MPSP argumentou que a validação do contrato e a liberação dos honorários configuram uma “afronta às balizas do devido processo legal”.

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