Recomendações do Goldman Sachs para o Setor de Energia
O Goldman Sachs fez ajustes significativos em suas recomendações para o setor de energia, elevando a recomendação da PRIO (PRIO3) de neutro para compra e rebaixando a PetroRecôncavo (RECV3) de neutro para venda. Essas mudanças refletem as expectativas do banco sobre o desempenho das empresas no setor de energia nos próximos anos.
A recomendação de compra para a PRIO se baseia na expectativa de um forte crescimento orgânico da produção e maior visibilidade para dividendos. O banco projeta um aumento de 68% na produção média anual, ou cerca de 40% em termos comparáveis, excluindo a recente aquisição de participação adicional em Peregrino. Além disso, a PRIO tem um histórico sólido em campanhas de perfuração, o que favorece uma relação risco-retorno positiva.
Expectativas para a PRIO
- Preço-alvo de R$ 58,45
- Aumento de 68% na produção média anual
- Retorno total ao acionista de cerca de 7% em 2026
- Potencial para dividendos e recompras de até 24% em 2027
Já a recomendação de venda para a PetroRecôncavo se deve à expectativa de crescimento limitado da produção no futuro e de um capex de manutenção acima do antecipado. Isso deve pressionar o rendimento de fluxo de caixa livre (FCFy) e resultar em um valuation relativamente exigente em um cenário de riscos de queda para o petróleo.
Expectativas para a PetroRecôncavo
- Preço-alvo de R$ 9,50
- Crescimento limitado da produção no futuro
- Capex de manutenção acima do antecipado
- FCFy médio em patamar médio de um dígito em 2026 e 2027
Além disso, o Goldman Sachs manteve a recomendação de venda para a Brava Energia (BRAV3), devido à sua exposição à volatilidade do preço do petróleo e ao impacto sobre o FCFy. No entanto, a administração da Brava vem adotando uma estratégia de hedge e se focando na otimização do balanço e na redução do endividamento, o que pode mitigar parcialmente a exposição a um cenário de queda do Brent.
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