Fim da 6×1: Alcolumbre diz que Senado não é obrigado a ‘carimbar’ texto da Câmara
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se queixou de cobranças para aprovar de forma célere a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1. Ele disse que a Casa não vai ser “carimbadora” do texto aprovado pela Câmara dos Deputados, mas evitou se posicionar sobre a medida.
Alcolumbre afirmou que não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto e o Senado seja obrigado a carimbar o texto. Ele defendeu o debate e disse que não é obrigado a tomar uma decisão agora.
O que prevê a proposta
A PEC foi aprovada na semana passada pela Câmara e prevê dois dias de folga na semana já neste ano e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas num período de 14 meses, depois de a votação ser concluída nas duas Casas.
Alcolumbre também se queixou da cobrança nas redes sociais relacionadas à PEC e disse que não vai ser obrigado a escolher um lado ou outro. Ele afirmou que vai decidir como vai ser seu voto com a sua consciência e coração no tempo adequado.
Calendário da proposta
Alcolumbre descartou que a PEC vá a votação diretamente no plenário do Senado e indicou que a proposta devem passar pelas comissões. Há previsão de uma reunião de líderes na terça-feira da semana que vem para definir o calendário da proposta e por qual comissão ela deve começar.
- A ideia é que a PEC comece pela Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo senador governista Otto Alencar.
- A presidência do Senado vai fazer uma reunião na semana que vem para discutir a proposta.
- Há um entendimento de que dificilmente o texto será barrado pelos senadores, devido à pressão popular.
Alcolumbre sinalizou a aliados incômodo com a forma como a PEC foi aprovada pela Câmara. A avaliação é que o presidente da Casa, Hugo Motta, acelerou ao aprovar no mesmo dia a iniciativa na comissão especial e no plenário.
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