STF e Congresso Articulam Transição para Limitar “Penduricalhos” no Serviço Público
O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional iniciaram a construção de uma regra de transição para disciplinar o pagamento das chamadas verbas indenizatórias no serviço público, conhecidas como “penduricalhos”. A medida busca impedir que esses adicionais elevem a remuneração de servidores acima do teto constitucional, hoje vinculado ao salário dos ministros do STF.
A definição foi anunciada pelo próprio STF após reunião entre o presidente da Corte, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Segundo a nota divulgada pelo STF, nos próximos dias será apresentada uma proposta de transição “em respeito à Constituição e aos limites do teto constitucional”.
Decisões Recentes Pressionam por Regulamentação
O debate ganhou urgência após decisões individuais de ministros da Corte. O ministro Flávio Dino suspendeu o pagamento de indenizações que não tenham previsão expressa na Constituição e determinou que o Congresso elabore uma lei nacional para regulamentar quais verbas podem ser excluídas do teto.
Algumas das principais decisões incluem:
- Suspensão do pagamento de indenizações sem previsão expressa na Constituição;
- Determinação para que o Congresso elabore uma lei nacional para regulamentar quais verbas podem ser excluídas do teto;
- Prazo de 60 dias para que os Três Poderes revisem os pagamentos atualmente realizados e eliminem aqueles sem base legal.
A ausência de uma lei nacional específica para regular essas verbas é apontada como um dos principais pontos de controvérsia. O centro da discussão é definir critérios objetivos para indenizações que não integrem o cálculo do teto constitucional, evitando distorções que elevem a remuneração final acima do limite estabelecido pela Constituição.
A articulação entre Supremo e Congresso indica tentativa de construir uma solução conjunta para reduzir insegurança jurídica e uniformizar regras aplicáveis a todos os entes federativos.
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