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Juíza que reclamou de gastos próprios com café recebeu R$ 710 mil em salários em 2025

Juíza que reclamou de gastos próprios com café recebeu R$ 710 mil em salários em 2025

A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), questionou a ausência de reajuste anual da remuneração de magistrados e reclamou dos gastos próprios com lanche e café durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, de acordo com dados do Painel de Remuneração dos Magistrados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ela recebeu R$ 709.998 líquidos em salários ao longo de 2025.

O valor mensal referente ao subsídio é de R$ 42.749, o que representaria pouco mais de R$ 512 mil por ano. No entanto, os ganhos são complementados por verbas classificadas como indenizatórias e direitos eventuais. O mês de maior remuneração foi dezembro, com R$ 128.218.

Reclamações e críticas

As reclamações de Cláudia e dos outros magistrados pela suspensão dos “penduricalhos” foram criticadas por ministros do STF. Integrantes da Corte comentaram sobre o “descolamento” de algumas das falas, e a avaliação feita é a de que o discurso em defesa dos pagamentos além do teto não encontra respaldo na realidade.

Cláudia criticou a supressão dos benefícios conhecidos como penduricalhos, argumentando que juízes de primeiro grau não possuem boas condições de trabalho quando comparados aos ministros em cargos superiores. Ela defendeu que a magistratura está “fragmentada no aspecto remuneratório” e que é necessário “equalizar” as verbas pagas.

  • Os juízes não têm segurança jurídica, pois não sabem o que vão receber de um mês para o outro.
  • O salário mínimo tem recomposição anual, mas o subsídio da magistratura não pode ter?
  • A Justiça da União recebe determinados valores, enquanto a Justiça estadual recebe outros, o que “fragiliza” o ramo de atuação.

O STF adiou para 25 de março a análise das duas liminares que suspenderam o pagamento de pagamentos acima do teto. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, citou reunião realizada com a cúpula do Congresso Nacional, na qual foi decidida a criação de um grupo de trabalho para formular, em 60 dias, uma proposta para uma regra de transição sobre as verbas indenizatórias acima do teto do funcionalismo.

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