Ministro Gilmar Mendes Aciona Moraes para Investigar Romeu Zema por Vídeo Satírico
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seja investigado por um vídeo satírico publicado em seu perfil nas redes sociais. O vídeo mostra uma conversa entre fantoches caracterizados como Dias Toffoli e Gilmar Mendes, satirizando a decisão do decano que anulou as quebras de sigilo da empresa Maridt, ligada a Toffoli e a seus irmãos.
Na representação, Gilmar pede que Zema seja investigado no inquérito das fake news por suspeita de crime contra a imagem do STF e do próprio ministro. O vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”, afirma um trecho do documento.
Contexto da Investigação
A iniciativa de Gilmar ocorre no momento em que Zema endurece o discurso contra a Suprema Corte e aposta em críticas a ministros para impulsionar sua pré-candidatura à Presidência da República. Durante o lançamento das diretrizes de seu plano de governo, Zema propôs uma mudança profunda na Justiça brasileira, começando pela reformulação do cargo de ministro do STF.
As principais mudanças defendidas por ele incluem:
- Fixação de uma idade mínima de 60 anos para ocupar uma cadeira no Supremo;
- Criação de um mandato com tempo limitado para permanência no cargo.
Zema também afirmou que sua primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, em que seus membros prestem contas de seus atos e parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos.
Reação de Gilmar Mendes
Um dia antes da representação, Gilmar Mendes havia feito uma provocação a Zema na rede X, afirmando ser “no mínimo irônico” ver o ex-governador atacar o tribunal após tê-lo acionado para adiar o pagamento de parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
Segundo Gilmar, sem o socorro institucional do STF, o então governador teria enfrentado um cenário de grave desorganização fiscal e dificuldades para garantir a continuidade de serviços públicos no estado.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link