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Frente Parlamentar vê insegurança jurídica em nova regra sobre feriados

Frente Parlamentar questiona nova regra sobre feriados

A Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) do Congresso Nacional expressou preocupação com a nova portaria do Ministério do Trabalho e Emprego que regulamenta o trabalho no comércio durante os feriados. De acordo com a FCS, a nova regra gera insegurança jurídica e dificulta o planejamento logístico e operacional de redes varejistas de âmbito nacional.

A portaria estabelece que o funcionamento do comércio aos feriados dependerá de autorização de convenção coletiva de trabalho, firmada entre os sindicatos de trabalhadores e de empregadores. No entanto, a FCS argumenta que essa medida pode levar a um “cenário de restrição operacional” para a maior parcela do setor produtivo do comércio, além de manter o “engessamento operacional” e gerar “insegurança e desigualdade regional”.

Atividades excepcionadas

A nova regra inclui 15 atividades como exceções, que não precisarão de autorização para funcionar nos feriados. Essas atividades incluem:

  • Venda de pão e biscoitos
  • Varejistas de produtos farmacêuticos
  • Flores e coroas
  • Barbearias e salões de beleza
  • Entrepostos de combustíveis, lubrificantes e acessórios para automóveis
  • Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP)
  • Hotéis, restaurantes, bares e similares
  • Casas de diversões e estabelecimentos esportivos
  • Feiras-livres
  • Porteiros e cabineiros de edifícios residenciais
  • Agências de turismo, locadoras de veículos e embarcações
  • Comércio em feiras e exposições
  • Lavanderias
  • Serviços funerários

A FCS defende a ação do Poder Legislativo para consolidar “instrumentos legais definitivos” e assegurar “previsibilidade” e “liberdade de funcionamento do comércio nos feriados” por meios legislativos. Além disso, o bloco frisa a necessidade de uma solução que atenda às necessidades do setor produtivo e dos trabalhadores, evitando a insegurança jurídica e a desigualdade regional.

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