Governo Reembala Plano Brasil Soberano para Setores Afetados por Tarifaço
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reorganizou o plano Brasil Soberano para apoiar empresas e setores afetados pelas novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A terceira fase do programa foi anunciada em cerimônia no Palácio do Planalto, após reuniões com o setor privado nacional.
O plano contará com recursos não utilizados na primeira edição do Brasil Soberano e da renegociação de dívidas rurais, totalizando R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito. Essas linhas serão disponibilizadas para empresas afetadas pelas tarifas com base na Seção 232 e na Seção 301 dos Estados Unidos.
Setores Beneficiados
Os setores que serão beneficiados incluem:
- Empresas afetadas pelas tarifas com base na Seção 232 (aço, alumínio, automóveis e móveis)
- Empresas afetadas pelas tarifas com base na Seção 301 (madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar)
- Setores estratégicos (têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de informática, de eletrônicos, de borracha, de plástico, de máquinas e equipamentos, de minerais críticos e de fertilizantes)
- Empresas impactadas por conflitos internacionais (em especial exportadoras para o Golfo Pérsico)
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, informou que a estimativa do número de empresas que serão contempladas pelo plano é difícil de ser feita, mas cerca de 1.000 a 1.400 empresas podem se beneficiar.
Recursos e Taxas
Os recursos do plano serão liberados gradualmente, com R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As taxas para as linhas de crédito variam de 3% a 9,8%.
O governo brasileiro seguirá trabalhando na diversificação dos mercados, segundo o ministro Márcio Elias Rosa. “Esse é um caminho sem volta”, ressaltou. “Podem impor tarifas, podem criar dificuldades, porque o Brasil é mais forte. Nossa economia é ainda mais resiliente, nós sabemos para onde queremos ir.”
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