bukib
0 bukibs
Helsinki, Uusimaa
Hora local: 11:10
Temperatura: 17.6°C
Probabilidade de chuva: 0%

Embrapa Desenvolve Alimentos Impressos em Laboratório

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, com sede em Brasília, desenvolveu amostras de alimentos impressos com base vegetal, que mimetizam filé de salmão, caviar e anéis de lula. Esses alimentos foram criados após 30 meses de pesquisa no Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) e têm gosto e características nutricionais semelhantes à comida original.

Os alimentos foram impressos em 3D com tintas alimentícias feitas a partir de proteínas vegetais, farinhas de leguminosas, óleos vegetais e de algas, nanoingredientes, corantes naturais e espessantes. De acordo com a bióloga Cínthia Caetano Bonatto, as tintas alimentícias são constituídas por ingredientes que, em sua maioria, são os mesmos que utilizamos na culinária na nossa residência.

Ingredientes e Tecnologia

Parte dos insumos foi obtida nos Bancos Ativos de Germoplasma da Embrapa, uma espécie de “arca de Noé” que coleciona em 140 acervos o material genético de milhares de plantas, microorganismos e animais. Com o material genético do repositório da própria Embrapa, é possível elaborar alimentos de base vegetal com composição “o mais similar possível àquela encontrada nos animais”.

Os pesquisadores conseguem “fazer o enriquecimento nutricional dos produtos impressos” com essa tecnologia, comenta a biotecnóloga Gabriela Mendes da Rocha Vaz. Essa aplicação pode ser útil para o combate à fome e subnutrição, além de evitar pesca predatória ou sofrimento no abate dos animais e atender segmentos de públicos com restrições alimentares.

Aplicação e Comercialização

Os alimentos criados no LNANO já foram experimentados por pessoas, conforme liberação de comissão de ética. A pesquisa da Embrapa foi financiada pelo Good Food Institute (GFI), uma organização global sem fins lucrativos que financia a criação de alimentos à base de plantas. A exploração comercial vai depender do modelo de negócios: alimentos criados em impressoras domésticas para preparo em restaurantes ou ainda em escala industrial.

Alimentos impressos já são comercializados na Austrália, nos Estados Unidos, em Israel e Singapura. No Brasil, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolvem experimentos para a impressão de alimentos em parceria com a Escola de Medicina da Universidade Harvard, e com a Universidade de Tecnologia e Design de Singapura.

Este conteúdo pode conter links de compra.

Fonte: link