Caso Master: Desenvolvimentos Recentes
A Polícia Federal (PF) obteve autorização para quebrar os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades envolvidas no caso do Banco Master. Essa medida foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 6 de janeiro, e teve seu sigilo retirado recentemente.
A quebra de sigilo abrange as movimentações financeiras entre 20 e 21 de outubro de 2025. A solicitação foi feita pela PF com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), apontando indícios de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Decisão e Medidas
De acordo com a decisão de Toffoli, há elementos suficientes que apontam para o aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e uma intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais.
Além disso, o ministro determinou o sequestro e o bloqueio de bens de 38 envolvidos, em valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões, como parte da segunda fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel.
É importante notar que Zettel é o dono dos fundos de investimento da Reag Investimentos, que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá. Documentos mostram que Zettel foi o único cotista de um fundo de investimento chamado Leal entre 2021 e 2025, e que esse fundo, junto com outro, foi usado para aportar R$ 20 milhões no empreendimento.
Consequências e Reações
Os envolvidos, incluindo o ministro Dias Toffoli, seus irmãos, a administração do resort e a Reag, foram procurados para comentar, mas não se manifestaram. Zettel confirmou ter sido cotista do fundo e disse ter deixado o investimento em 2022, enquanto a defesa de Daniel Vorcaro afirmou não ter conhecimento sobre os negócios dos referidos fundos.
Esses desenvolvimentos destacam a complexidade do caso e a necessidade de uma investigação aprofundada para esclarecer todos os fatos e responsabilidades envolvidas.
- Quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades.
- Indícios de crimes financeiros, incluindo gestão fraudulenta e lavagem de capitais.
- Sequestro e bloqueio de bens de 38 envolvidos, com valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões.
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