Bolsa cai mais de 2% e atinge menor nível desde o fim de março
O mercado financeiro brasileiro encerrou a quinta-feira em clima de aversão ao risco, pressionado pela forte queda do petróleo no exterior, pela repercussão de balanços de empresas e pelas incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 2,38%, atingindo o menor nível desde 30 de março, com 183.218 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 32,08 bilhões.
A queda foi intensificada pela queda nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia, além do recuo do petróleo no mercado internacional, que pressionou papéis da Petrobras e de outras petrolíferas.
Principais fatores que influenciaram a queda da bolsa
- Queda do petróleo no exterior: os preços do petróleo caíram devido à perspectiva de um acordo temporário entre Washington e Teerã para interromper o conflito no Oriente Médio.
- Repercussão de balanços de empresas: a queda nos lucros de grandes empresas do setor financeiro e de energia também contribuiu para a queda da bolsa.
- Incertezas em torno das negociações entre EUA e Irã: as notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã criaram incertezas no mercado.
O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão praticamente estável, com uma leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,923. No acumulado de 2026, o dólar registra queda de 10,31% em relação ao real.
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda, com o barril do tipo Brent recuando 1,19%, para US$ 100,06, e o petróleo tipo WTI caindo 0,28%, para US$ 94,81.
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