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Adiamento da Votação da PEC da Redução da Maioridade Penal

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2015, que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. O adiamento ocorreu devido ao início das votações no Plenário da Câmara.

O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou parecer favorável à mudança na lei, argumentando que a medida não viola acordos internacionais nem cláusula pétrea da Constituição. No entanto, ele retirou do texto a emenda que permitia aos jovens de 16 anos o casamento, a celebração de contratos, a retirada de carteira de habilitação e o voto obrigatório.

O tema é controverso e divide os integrantes da CCJ. Alguns deputados, como Érica Kokay (PT-DF) e Talíria Petrone (PSOL-RJ), argumentam que a proposta fere a Constituição e que a definição da maioridade é uma cláusula pétrea. Já outros, como Bia Kicis (PL-DF) e Nikolas Ferreira (PL-MG), defendem a aprovação da PEC como resposta à “angústia” da população.

A análise pela CCJ é apenas o primeiro passo da tramitação. Se aprovada na comissão, a PEC ainda precisará passar por uma comissão especial e, em seguida, pelo Plenário da Câmara, em dois turnos de votação. Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As principais razões para a discussão sobre a redução da maioridade penal incluem:

  • A necessidade de uma resposta mais eficaz à violência cometida por adolescentes;
  • A possibilidade de que a medida ajude a reduzir a impunidade;
  • A discussão sobre a responsabilidade dos adolescentes e a necessidade de uma abordagem mais severa.

No entanto, também há argumentos contrários à redução da maioridade penal, incluindo:

  • A possibilidade de que a medida não resolva o problema da violência;
  • A necessidade de uma abordagem mais holística e preventiva;
  • A importância de proteger os direitos dos adolescentes e garantir que sejam tratados de forma justa e equitativa.

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