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Prisão de bancários ligados a cartel reacende debate sobre sigilo bancário no Chile

Prisão de Bancários Ligados a Cartel Reacende Debate sobre Sigilo Bancário no Chile

A prisão de funcionários bancários acusados de ligações com a organização criminosa venezuelana Tren de Aragua reacendeu o debate sobre as regras de sigilo bancário no Chile, consideradas entre as mais rígidas do mundo.

Os promotores alegam que um funcionário desonesto do Santander Chile teve papel central em uma rede de lavagem de dinheiro de US$ 85 milhões que movimentou recursos por contas em quase todos os grandes bancos do país. Outro suspeito trabalhava no BancoEstado, instituição estatal.

A investigação, batizada de “Operação Tóquio”, já resultou em diversas prisões e a polícia afirmou que não tem foco em um banco específico. O Santander Chile e o BancoEstado estão cooperando com a investigação policial.

Impasse Político

O debate sobre o sigilo bancário no Chile é complexo e envolve questões de privacidade e segurança. O país tem um dos regimes de sigilo bancário mais restritivos entre os 38 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Um projeto de lei apresentado pelo governo do ex-presidente Gabriel Boric em 2023 buscava fortalecer o combate ao crime organizado por meio da criação de um Sistema de Inteligência Econômica e da ampliação dos poderes da Unidade de Análise Financeira (UAF). No entanto, a legislação ainda está em debate.

  • Críticos argumentam que o projeto concederia poderes excessivos ao Estado.
  • Parlamentares da oposição ressaltam a urgência da situação e a necessidade de atualizar a legislação.
  • O ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, disse que a pasta está preparando uma proposta que pode tomar a forma de um novo projeto de lei ou de emendas à legislação em discussão.

A investigação sobre as transações do Tren de Aragua deve pressionar os parlamentares a avançar com algum tipo de reforma. O ministro da Fazenda afirmou que é necessário aprimorar a legislação e colaborar de maneira mais eficaz, sempre respeitando o princípio de que o levantamento do sigilo bancário depende do tribunal e do Judiciário, mediante ordem judicial.

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