Por que Chicago disse não à Copa do Mundo?
A cidade de Chicago, a terceira maior dos EUA, decidiu não sediar a Copa do Mundo de 2026 devido às condições impostas pela FIFA. O então prefeito, Rahm Emanuel, argumentou que o acordo transferia todo o risco financeiro para os contribuintes locais, enquanto a FIFA ficaria com a maior parte dos lucros.
O ponto que quebrou o acordo foi a cláusula contratual que dava à FIFA o direito de exigir a construção de uma cúpula sobre o Soldier Field, estádio histórico de Chicago. Emanuel recusou pagar uma conta de até US$ 100 milhões sem garantia de retorno.
Resistência à FIFA
O modelo da FIFA também gerou resistência em outras frentes. A entidade exigia isenção de impostos sobre ingressos vendidos durante o torneio, o que Emanuel já havia negado até para times locais como Cubs e Bulls.
- A FIFA exigia isenção de impostos sobre ingressos vendidos durante o torneio.
- Emanuel recusou pagar uma conta de até US$ 100 milhões para a construção de uma cúpula sobre o Soldier Field.
- Chicago não precisava da Copa para se promover, já que havia sediado outros eventos esportivos importantes.
Com a Copa chegando, outras cidades americanas enfrentam exatamente os problemas que Emanuel antecipou: custos altos, ingressos inacessíveis e receio de não recuperar o investimento. O ex-prefeito diz que torce pelo sucesso do torneio, mas não tem dúvida de que tomou a decisão certa.
Para Emanuel, o torneio seria bom negócio apenas para a FIFA, e não para a cidade de Chicago. Ele ressalta que a cidade não precisava da Copa para se promover e que o risco financeiro não valia a pena.
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