Regulamentação do Trabalho por Aplicativos: Críticas e Retrocessos
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, expressou sua insatisfação com o relatório sobre a regulamentação do trabalho de entregadores por aplicativo, elaborado pelo deputado Augusto Coutinho. De acordo com Boulos, o relatório apresenta retrocessos em relação ao parecer anterior, o que pode afetar negativamente os trabalhadores por aplicativo.
Em entrevista ao SBT News, Boulos destacou que o parecer anterior do relator estava mais alinhado com as necessidades dos trabalhadores, enquanto o novo relatório trouxe mudanças que podem ser consideradas um passo atrás. “O parecer anterior do relator estava bem melhor do que o parecer que ele soltou agora. Infelizmente, o parecer que saiu ontem trouxe retrocessos”, afirmou.
Opções de Remuneração
O relatório de Augusto Coutinho apresenta duas opções para a remuneração dos trabalhadores por aplicativo:
- Recebimento de R$ 8,50 por cada entrega de até 3 quilômetros de carro ou de 4km a pé, de bicicleta ou de motocicleta.
- Recebimento por tempo trabalhado, com pagamento mínimo do valor-hora equivalente a dois salários mínimos, ou R$ 14,74.
Essas opções não atendem às propostas feitas por um grupo de trabalho liderado por Boulos, que defendeu um pagamento mínimo de R$ 10 por corrida, com um adicional de R$ 2,50 por quilômetro adicional em viagens superiores a quatro quilômetros e o pagamento integral de entregas agrupadas.
A crítica de Boulos destaca a importância de uma regulamentação justa e equitativa para os trabalhadores por aplicativo, que desempenham um papel fundamental na economia digital. A busca por uma solução que atenda às necessidades desses trabalhadores continua, com o objetivo de promover uma maior inclusão e proteção aos direitos desses profissionais.
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