Michelle e Valdemar Pedem Moderação Contra o STF para Obter Prisão Domiciliar para Bolsonaro
A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, orientaram aliados a reduzir o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) na expectativa de convencer os ministros a conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa estratégia visa evitar qualquer confronto público que possa contaminar o ambiente político em torno do caso.
Michelle, que assumiu um papel político mais ativo desde a prisão do ex-presidente, defendeu que o momento exige serenidade e que ataques diretos ao STF poderiam ser interpretados como tentativa de constranger o tribunal. Já Valdemar Costa Neto passou a transmitir uma avaliação semelhante, defendendo que qualquer novo confronto público poderia prejudicar a tentativa de convencer os ministros a apoiar a ida de Bolsonaro para a prisão domiciliar.
- A estratégia de moderar o tom contra o STF inclui o redesenho da linguagem, com expressões de enfrentamento institucional dando lugar a termos ligados a garantias individuais, dignidade e condições de saúde.
- A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) adotou uma linha semelhante, ressaltando os problemas de saúde que o ex-presidente tem enfrentado e defendendo que ele não tem condições de estar preso.
- O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também surpreendeu aliados ao elogiar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu manifestações no perímetro próximo à Papudinha, demonstrando a mudança de tom na abordagem do partido.
Interlocutores do STF afirmam que o pedido de prisão domiciliar passou a ser visto com mais atenção nas últimas semanas, e o cuidado com a retórica passou a ser redobrado. A expectativa é que, com a moderação do tom, a linha humanitária, centrada em condições de saúde, ganhe mais força e sensibilize os ministros a apoiar a prisão domiciliar de Bolsonaro.
Michelle vê na eventual prisão domiciliar do marido uma forma de recolocá-lo no centro das articulações eleitorais e reabrir o debate sucessório. No entanto, após visitar Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou apoio ao projeto de Flávio Bolsonaro e a intenção de ser candidato à reeleição em São Paulo.
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