Vale (VALE3): O Catalisador Regulatório que Entrou no Radar do Mercado
A Vale (VALE3) pode se beneficiar de uma possível revisão do marco regulatório que disciplina atividades de mineração e infraestrutura em áreas com cavidades naturais subterrâneas, de acordo com os analistas do Goldman Sachs. Essa revisão pode representar um importante catalisador para a empresa, permitindo a flexibilização das regras de preservação e o licenciamento de cerca de 1,6 bilhão de toneladas de reservas minerais.
Os analistas Marcio Farid, Emerson Vieira e Henrique Marques destacam que as atuais exigências de preservação são o principal obstáculo ao licenciamento dessas reservas, que equivalem a aproximadamente 12% das reservas totais da Vale. Além disso, a flexibilização das regras poderia destravar até 30 milhões de toneladas por ano de produção de minério de ferro de alto teor em Serra Norte, uma das operações mais competitivas da companhia em termos de custos.
Benefícios da Revisão Regulatória
Os benefícios diretos da revisão regulatória incluem:
- Compensação do esgotamento das reservas atuais;
- Redução de custos e da relação estéril/minério (strip ratio), com menor necessidade de investimentos;
- Maior flexibilidade para administrar a produção.
Além disso, a entrada em operação dos projetos N1, N2 e N3, que ainda aguardam licenciamento ambiental, poderia ampliar o horizonte de atividade em Serra Norte até 2048.
O Goldman Sachs acredita que uma mudança permanente no decreto poderia começar a gerar valor em menos de dois anos, comparando esse potencial desenvolvimento a um projeto de expansão (brownfield), caracterizado por menor intensidade de capital, implantação mais rápida e aumento da vida útil da produção.
O banco reiterou a recomendação de compra para os ADRs (recibo de ações negociados nos EUA) da Vale, com preço-alvo de US$ 18.
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