Toffoli e PF têm histórico de divergências no caso Master; entenda
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informações do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que incluem menções ao ministro Dias Toffoli, relator na Corte do processo envolvendo a instituição financeira.
Essas informações estão sob sigilo, mas o episódio aumenta o desgaste da Corte e gera questionamentos sobre a atuação de Toffoli no caso. O ministro nega qualquer irregularidade e afirma que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de “ilações”.
Este não é o primeiro embate entre a PF e Toffoli nas investigações relacionadas ao caso Master. Algumas das divergências incluem:
- Acareação: Houve desentendimento durante a acareação realizada em dezembro de 2025 entre o empresário Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
- Provas: O ministro Toffoli determinou que todos os materiais apreendidos durante a segunda fase da Operação Compliance Zero fossem “lacrados” e “acautelados” nas dependências do STF, o que gerou preocupações sobre a possibilidade de perda de provas relevantes.
Além disso, a PF realizou a extração de dados de telefones, inclusive o de Vorcaro, com o uso de programas especializados. O banco central também está envolvido no caso, com o diretor de fiscalização do BC, Ailton Aquino, sendo ouvido durante a acareação.
Em resumo, o caso Master envolve uma série de divergências entre a PF e o ministro Toffoli, incluindo questões sobre a condução das investigações, a extração de provas e a possibilidade de conflitos de interesse. É importante acompanhar o desenvolvimento do caso para entender melhor as implicações e as consequências dessas divergências.
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