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Software da PF e peritos contradizem explicação de Moraes sobre diálogo com Vorcaro

Conflito entre a explicação de Moraes e as evidências da PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter trocado mensagens com Daniel Vorcaro, do Banco Master, no dia da prisão do banqueiro. No entanto, as conversas de WhatsApp entre Moraes e Vorcaro, em 17 de novembro do ano passado, contradizem a explicação do ministro.

As mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro por meio de um software da Polícia Federal (PF) e mostram que as conversas ocorreram por meio de imagens de visualização única, que são apagadas na plataforma após serem abertas. A PF utilizou um programa chamado IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais) para extrair os arquivos do celular de Vorcaro.

Análise dos arquivos

A análise dos arquivos revela que os prints das mensagens e os contatos foram alocados na mesma pasta por um padrão utilizado pelo software de extração de evidências usado pela PF. No entanto, especialistas em perícia criminal ouvidos pelo GLOBO afirmam que essa distribuição dos prints e dos contatos não tem relação com o envio de mensagens.

O software IPED utiliza um algoritmo matemático para garantir a integridade dos arquivos e os reorganiza de acordo com um código criptográfico conhecido como “hash”. Esse código é utilizado para validar que o arquivo extraído é exatamente o mesmo que estava no celular de Vorcaro e que nenhuma evidência foi adulterada.

  • O software IPED lê o código criptografado e utiliza os dois primeiros caracteres desse código para criar e nomear as subpastas onde as evidências são armazenadas.
  • Os arquivos são renomeados e alocados em um diretório criado automaticamente, chamado “Exportados”.
  • O código hash é utilizado para validar a integridade dos arquivos e garantir que não foram adulterados.

Conclusão

A explicação de Moraes sobre o diálogo com Vorcaro contradiz as evidências apresentadas pela PF e os especialistas em perícia criminal. A análise dos arquivos revela que as mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro por meio de um software específico e que a distribuição dos prints e dos contatos não tem relação com o envio de mensagens.

Além disso, o uso de um notebook ou de outros dispositivos eletrônicos para analisar os arquivos não muda o fato de que as mensagens foram trocadas entre Moraes e Vorcaro.

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