Decisão do STF sobre Contribuição Menor e Vínculo com o INSS
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a decidir se um trabalhador pode manter seu vínculo com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) mesmo quando faz uma contribuição previdenciária abaixo do salário mínimo. Essa decisão tem implicações significativas para o tempo de contribuição e a qualidade de segurado, que são fundamentais para o acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte.
A Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103/2019) estabeleceu que apenas os meses em que o segurado recolheu valor igual ou superior ao salário mínimo contam como tempo de contribuição e de carência da qualidade de segurado. No entanto, a Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU) entende que essa regra não pode ser usada para tirar do trabalhador a qualidade de segurado.
Implicações da Decisão
Se o STF decidir que a contribuição abaixo do mínimo não tira a qualidade de segurado, isso pode afetar positivamente trabalhadores intermitentes e horistas, que são mais propensos a receber menos de um salário mínimo. Além disso, a decisão pode valer para quem já tem pedido de benefício em análise ou negado por esse motivo.
Já se o STF decidir o contrário, dando razão ao INSS, nada muda, e o entendimento que a autarquia já aplica hoje prevalece. Isso significa que os trabalhadores que contribuem abaixo do salário mínimo podem não ter direito a benefícios, mesmo que continuem pagando ao INSS.
Como Corrigir a Contribuição
É possível corrigir a contribuição previdenciária abaixo do salário mínimo por meio do sistema do Meu INSS. O segurado pode fazer a complementação na hora e expedir a guia de complementação. Para contribuições a partir de novembro de 2019, o sistema gera a guia de complementação automaticamente.
Os especialistas recomendam cautela com a judicialização desses casos, pois entrar com ação na Justiça pode atrasar mais a solução do que simplesmente fazer o ajuste pelo Meu INSS. Além disso, o valor a complementar é pequeno, e o custo tende a ser baixo.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) argumenta que o piso contributivo é um mecanismo importante para viabilizar o equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência. No entanto, críticos argumentam que a regra atinge desproporcionalmente trabalhadores de baixa renda e que o valor em jogo não justifica o discurso de risco à sustentabilidade do sistema.
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