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Operação contra esquema ligado ao PCC bloqueia R$ 5,2 bilhões em bens em SP

Operação contra esquema ligado ao PCC bloqueia R$ 5,2 bilhões em bens em SP

A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) deflagraram a Operação Falsa Las Vegas, contra uma organização criminosa responsável por um esquema de apostas clandestinas e lavagem de dinheiro com ligação à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação resultou no bloqueio de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros ligados aos alvos da investigação.

Entre os itens apreendidos estão um helicóptero avaliado em R$ 15 milhões e cinco veículos de luxo. Além disso, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e outros cinco de prisão preventiva na capital paulista e na região metropolitana. Até o momento, duas pessoas foram presas.

As investigações começaram a partir de informações apuradas durante a Operação Falso Mercúrio, realizada em dezembro do ano passado. As apurações apontaram que os criminosos mantinham plataformas de aposta que ofereciam jogos proibidos no País, incluindo modalidades exploradas virtualmente e popularizadas nas redes sociais.

A organização movimentava grandes quantias em espécie, mas dividia esses valores em depósitos menores em diversas contas bancárias, com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro e ocultar a identidade dos responsáveis pelo esquema. Foram apreendidos cadernos manuscritos, registros financeiros, documentos relacionados às plataformas investigadas e outros materiais que ajudaram a compreender a estrutura organizacional da quadrilha.

As investigações mostraram ainda que o grupo tinha uma divisão interna de funções. Parte dos investigados atuava diretamente na exploração de jogos ilegais, enquanto outros eram responsáveis pela gestão financeira, com a coordenação de repasses, distribuição de dinheiro em espécie e operação de contas laranjas utilizadas no esquema.

Segundo o Deic, parte do dinheiro movimentado pelo grupo chegou aos responsáveis pela morte de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, assassinado em novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

As análises financeiras apontaram transações consideradas incompatíveis com atividades econômicas lícitas e revelaram um sofisticado sistema de ocultação patrimonial e lavagem de capitais. As investigações continuam na tentativa de identificar outros envolvidos e aprofundar o mapeamento da estrutura financeira do esquema.

Os principais pontos da operação incluem:

  • Bloqueio de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros;
  • Apreensão de um helicóptero e cinco veículos de luxo;
  • Cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva;
  • Descoberta de uma sofisticada estrutura de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

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