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Decisão da Câmara sobre Mandato de Deputados Condenados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a Casa terá a “palavra final” sobre a eventual perda de mandato de deputados do PL condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por desvio de emendas. A declaração foi dada após a condenação de três deputados por envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos.

Segundo Motta, o processo seguirá o rito regimental após o trânsito em julgado das ações na Corte. Isso significa que a Câmara só irá se manifestar depois que não houver mais possibilidade de recurso no Supremo. “Depois de exaurido todo o processo lá no Supremo […] levaremos o caso a plenário para que os deputados possam decidir”, afirmou.

Condenação dos Deputados

A 1ª Turma do STF condenou, por unanimidade, os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa. As penas variam entre 5 anos e 6 meses e 6 anos e 5 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de multas. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os parlamentares teriam direcionado recursos de emendas para o município de São José de Ribamar mediante pagamento de propina equivalente a 25% dos valores liberados.

Parte dos recursos, conforme a acusação, teria sido repassada sem a execução dos serviços contratados. A posição do STF reforça a autonomia da Câmara em casos envolvendo parlamentares em exercício, mesmo após condenações judiciais.

Próximos Passos

Após a comunicação formal do STF, o caso será analisado inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser submetido à votação de todos os parlamentares. A eventual votação no plenário deve mobilizar bancadas e ampliar a pressão política sobre o tema, especialmente diante da repercussão do caso e da gravidade das acusações.

  • A Câmara terá a “palavra final” sobre a eventual perda de mandato de deputados condenados.
  • O processo seguirá o rito regimental após o trânsito em julgado das ações na Corte.
  • A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisará o caso antes de ser submetido à votação de todos os parlamentares.

Além disso, o Banco Central também pode ser acionado para investigar se houve uso de recursos públicos ou crédito favorecido em operações financeiras relacionadas ao caso.

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