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Moraes já barrou apuração do TCU sobre vazamentos da Receita que agora mandou fazer

Decisão de Moraes em 2019 e a Apuração Atual

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2019, tem sido lembrada como um precedente importante no contexto da atual apuração sobre vazamentos de dados de ministros da Corte. Naquela ocasião, Moraes concedeu uma liminar para impedir que o Tribunal de Contas da União (TCU) identificasse servidores da Receita Federal responsáveis por acessar dados fiscais de pessoas politicamente expostas.

Recentemente, Moraes determinou a abertura de um procedimento para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares, possivelmente por servidores da Receita e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Essa medida visa esclarecer se houve acesso irregular às informações fiscais e bancárias dos magistrados, identificar quem consultou esses dados, em que datas e sob qual justificativa.

Precedente e Limites Institucionais

A decisão de 2019 de Moraes é vista como um precedente que impõe limites institucionais importantes. Na liminar, o ministro afirmou que o TCU não tem competência constitucional para realizar atividade correicional sobre condutas individualizadas de servidores da Receita Federal durante procedimentos de fiscalização. Em vez disso, eventuais desvios devem ser apurados no âmbito interno do próprio órgão fazendário, além de poderem gerar responsabilização civil, criminal ou por improbidade administrativa.

Essa posição é relevante no contexto atual, pois a investigação sobre o vazamento de dados de ministros tem gerado desconforto na Receita Federal, que vê risco de que a atuação fiscalizatória regular seja submetida a controle externo amplo. Interlocutores do órgão avaliam que medidas como a identificação nominal de servidores e o rastreamento de acessos a sistemas sigilosos se aproximam da iniciativa do TCU barrada por Moraes em 2019.

Implicações e Debate

A decisão anterior de Moraes pode servir de parâmetro jurídico para o debate atual, sobretudo quanto à separação de competências entre órgãos de controle e a Receita Federal. Ministros do Supremo ouvidos reservadamente reconhecem que o precedente impõe limites institucionais que agora voltam a ser testados.

Em resumo, a decisão de Moraes em 2019 e a apuração atual sobre vazamentos de dados de ministros destacam a importância de respeitar os limites institucionais e a separação de competências entre órgãos de controle e a Receita Federal. O debate sobre essas questões é fundamental para garantir a integridade e a eficácia das instituições.

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