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Ministros do STF defendem impedimento de Toffoli em julgamento do caso Master

Ministros do STF Defendem Impedimento de Toffoli em Julgamento do Caso Master

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideram positiva a possibilidade de o ministro Dias Toffoli se declarar impedido no julgamento da Segunda Turma sobre o caso Master, que pode confirmar a prisão de Daniel Vorcaro. Embora tecnicamente não haja impedimento para a participação de Toffoli, o gesto poderia encerrar o capítulo envolvendo o ministro e o caso Master.

O caso Master provocou uma das maiores crises institucionais do STF nos últimos anos, com questionamentos sobre as condutas dos ministros. Toffoli deixou a relatoria do inquérito no mês passado, após semanas de desgaste para o Supremo, e o processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça.

Agora, Toffoli estará novamente diante do caso Master, pois a decisão de Mendonça que determinou a prisão de Vorcaro será julgada pelo plenário virtual da Segunda Turma. Neste momento, o antigo relator do caso Master deve decidir se irá se declarar impedido para participar do referendo.

Nos bastidores do STF, a eventual declaração de impedimento de Toffoli é vista como uma medida que preserva a imagem da Corte e, ao mesmo tempo, preserva o ministro. No entanto, a avaliação é que cabe apenas ao ministro decidir por essa medida.

  • A Segunda Turma é composta por cinco ministros: Toffoli, Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes.
  • Caso Toffoli se declare impedido, o julgamento corre o risco de terminar em empate, situação em que o resultado mais favorável ao réu prevalece.
  • A declaração de impedimento ou de suspeição não é automática e precisa ser feita pelo próprio magistrado que participa do julgamento.

A decisão de Toffoli de deixar a relatoria do caso Master foi tomada após uma reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para apresentar relatório da Polícia Federal que cita menções a Toffoli em mensagens no celular apreendido de Vorcaro.

A Segunda Turma é hoje o colegiado onde os processos que ainda remanescem da operação Lava-Jato são julgados e tem um perfil reconfigurado por mudanças em sua composição. Antes conhecida como “jardim do Éden” por sua tendência garantista, a turma tem se tornado um pouco mais “legalista” com a chegada do ministro Luiz Fux e André Mendonça.

A investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com suspeitas de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação Compliance Zero já teve três fases e inclui novas prisões e medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.

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