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Megaoperação em SP: Desmantelando Redes de Golpes

A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) realizaram uma megaoperação para combater uma rede de golpes que inclui o “falso advogado”, o golpe do INSS e o golpe da “mão fantasma”. A operação, denominada Fim da Fábula, visa cumprir 53 mandados de prisão temporária e 120 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Um dos principais alvos da operação é João Vitor Ribeiro, conhecido como MC Negão Original. A polícia foi até ao menos dois endereços ligados a ele em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, mas o cantor não foi encontrado. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas correntes, de pessoas físicas e jurídicas, identificadas na investigação.

Crimes Investigados

Os crimes investigados incluem associação criminosa, estelionato por meio digital e lavagem de dinheiro, inclusive por meio de bets e fintechs. O grupo é suspeito de aplicar golpes como o do “falso advogado”, em que criminosos se passam por advogados para obter transferências via Pix, e o golpe do INSS, em que golpistas se passam por funcionários da previdência para obter dados sensíveis e sacar dinheiro das vítimas.

Além disso, o grupo é investigado por crimes como clonagem de cartões e aplicação de golpes a partir de falsas centrais telefônicas, focadas em usar “engenharia social” para enganar as vítimas. Cerca de 300 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) foram mobilizados para a operação, realizada em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do MP-SP.

Consequências

A operação visa alterar a equação financeira da organização criminosa, tornando difícil para eles manterem sua estrutura. De acordo com o delegado Clemente Calvo Castilhone, do Deic, “Hoje não estamos apenas cumprindo mandados. Estamos alterando a equação financeira da organização criminosa. E sem recursos, não há comando. Sem comando, não há estrutura. Sem estrutura, não há organização”.

Os golpes estão em alta no Brasil, com mais de 2 milhões de crimes de estelionato registrados em 2024, conforme informações do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A prática aumenta inclusive o receio do roubo de celular, considerado o principal meio para obter informações para consequentemente cometer o crime.

  • 53 mandados de prisão temporária
  • 120 mandados de busca e apreensão
  • 86 contas correntes bloqueadas
  • 300 policiais mobilizados
  • 2 milhões de crimes de estelionato registrados em 2024

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