Itaú BBA Considera C&A “Irracionalmente Barata” e Ação Lidera Ganho do Ibovespa
A C&A Brasil (CEAB3) apresentou uma das maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira, após o Itaú BBA afirmar que a varejista está “irracionalmente barata”. O banco reiterou a ação como sua principal escolha no setor de consumo discricionário da América Latina.
Segundo o Itaú BBA, o mercado brasileiro tem sido influenciado por fatores técnicos e movimentos de curto prazo, enquanto discussões sobre fundamentos e valuation acabam ficando em segundo plano. No entanto, o banco considera que a precificação da C&A não reflete seus fundamentos.
Motivos para a Recomendação de Compra
- A C&A negocia a apenas 5,6 vezes o lucro estimado para 2026.
- A empresa apresenta rendimento de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de 14%.
- A C&A já executou aproximadamente metade do programa de recompra de ações.
- O momento operacional da empresa é considerado sólido.
Além disso, o BBA acredita que os resultados do segundo trimestre podem levar a revisões para cima das estimativas do mercado, reforçando a tese de investimento. A empresa está entre as poucas do setor capazes de gerar retorno mesmo em um ambiente mais desafiador para consumo e atividade econômica.
Desempenho e Perspectivas
As ações da varejista negociam com desconto de cerca de 35% em relação à Lojas Renner (LREN3), uma diferença que, segundo o Itaú BBA, não encontra justificativa nos fundamentos das companhias. O banco reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20.
O segundo trimestre pode levar a revisões para cima das estimativas de receita, já que o consenso ainda trabalha com premissas consideradas conservadoras. Além disso, a diferença de produtividade em relação à Lojas Renner voltou a diminuir após um revés temporário no quarto trimestre de 2025.
A margem bruta do segmento de vestuário deve continuar se expandindo, beneficiada por um cenário cambial mais favorável. A forte geração de caixa da companhia também é um ponto destacado pelo banco, com a C&A gerando cerca de R$ 420 milhões em caixa livre para os acionistas em 2026, equivalente a um rendimento de 14%.
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