Ibovespa inicia julho em queda, de olho em NY, commodities e pesquisa eleitoral
O Ibovespa iniciou julho em baixa, refletindo a queda do minério e do petróleo e o tom negativo na maioria dos índices das bolsas americanas e europeias. As incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã persistem, mas há sinais de avanço, enquanto investidores avaliam o relatório de emprego ADP do setor privado americano.
As falas do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, em evento do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, Portugal, foram consideradas de tom equilibrado. Em meio à agenda mais fraca de indicadores no Brasil, fica no foco a disputa eleitoral à Presidência da República.
Uma pesquisa Atlas/Intel mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48,8% das intenções de voto para um eventual segundo turno das eleições deste ano. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 42,3%. A rejeição de Flávio e o desembarque da Michelle Bolsonaro deixa a situação complicada para o partido.
- O petróleo Brent cede quase 1,4%, a US$ 71,93 o barril;
- O minério de ferro fechou em queda de 1,68% em Dalian, na China;
- A despeito da desvalorização do minério de ferro, a commodity fechou em US$ 108,02 a tonelada em Dalian, na China.
“A mineradora Vale é uma empresa que tem um fluxo interessante, paga bons dividendos e espera diminuir o conceito de dívida estendida. Se o preço do minério se mantiver, a ação da empresa parece estar relativamente barata”, diz Felipe Cima, especialista em renda variável da Manchester Investimentos.
O recuo do petróleo ocorre em meio a relatos de avanço em conversas técnicas indiretas entre EUA e Irã, em Doha. A incerteza sobre o Estreito de Ormuz segue no radar. O Ibovespa fechou em baixa de 0,68%, aos 172.024,12 pontos, acumulando queda de 1,01% em junho e alta de 6,76% no primeiro semestre.
Às 11h27 desta quarta, o Índice Bovespa caía 0,27%, aos 171.551,22 pontos. “Talvez a preocupação com a guerra esteja diminuindo. Nos últimos dias, havia risco das negociações pararem ou diminuírem, mas acho que a notícia de que parte dos recursos do Irã vai ser liberada ajuda a acalmar o mercado”, diz Bruno Takeo, estrategista da A4 Consultoria.
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