Ibovespa Afunda com Especulação de Flávio Bolsonaro Candidato
O mercado financeiro brasileiro sofreu um impacto significativo após a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro pretende lançar seu filho, Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência em 2026. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil, afundou, chegando a operar na casa dos 161 mil pontos, após ter batido nos 165 mil pontos durante a manhã.
A queda do Ibovespa foi acompanhada por um aumento firme do dólar em relação ao real e um salto nas taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs). Essa reação do mercado reflete a preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro ser lançado como candidato, o que poderia afetar a estabilidade política e econômica do país.
Análise do Mercado
De acordo com economistas e analistas políticos, a notícia foi mal recebida pelo mercado porque havia uma expectativa de que Jair Bolsonaro endossasse um candidato apoiado pelo centro político, o que poderia unir forças para disputar a eleição contra o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula. Um candidato com perfil mais moderado poderia ter uma chance maior de vitória e implementar uma agenda econômica reformista, beneficiando o mercado financeiro e a situação fiscal do país.
A reação imediata do mercado indica temor de que a decisão favoreça a reeleição de Lula em 2026 e afaste apoios moderados e indecisos. No entanto, a aposta de Bolsonaro é que Flávio ganhe musculatura política a partir de agora.
Impacto no Câmbio e nos DIs
O dólar se firmou em alta ante o real, subindo mais de 2% após a notícia. Esse movimento ocorreu a despeito de, no exterior, a moeda norte-americana seguir em baixa ante a maior parte das demais divisas após o anúncio do índice de inflação PCE dos Estados Unidos. As taxas dos DIs também dispararam, refletindo a incerteza e a volatilidade no mercado.
A demanda por dólar no Brasil costuma aumentar em função das remessas de lucros e dividendos ao exterior no fim de ano, feitas por empresas e fundos. Além disso, o diferencial de juros entre Brasil e EUA, que atrai capital para o país, tem sido apontado como o principal motivo para as cotações do dólar estarem mais baixas ante o real nos últimos meses.
Em resumo, a especulação sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026 trouxe instabilidade ao mercado financeiro brasileiro, com impactos significativos no Ibovespa, no dólar e nos DIs. O mercado aguarda uma definição sobre o representante do “bolsonarismo” na eleição do ano que vem contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- O Ibovespa afundou após a notícia da possível candidatura de Flávio Bolsonaro.
- O dólar subiu mais de 2% em relação ao real.
- As taxas dos DIs dispararam, refletindo a incerteza no mercado.
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2026 já começou? Após chegar a bater os 165 mil pontos durante a manhã, o Ibovespa passou a operar na casa dos 161 mil pontos, movimento que coincide com a notícia do Metrópoles de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende lançar o filho Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, como candidato à Presidência em 2026.
Às 13h57 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha queda de 1,98%, a 161.198 pontos, com a baixa se intensificando por volta das 12h45, no momento da publicação da notícia pelo portal.
A informação foi mal recebida pelo mercado, conforme três profissionais consultados pela Reuters, o que fez o dólar ter ganhos firmes ante o real, o Ibovespa se firmar em queda e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) dispararem mais de 20 pontos-base.
“Havia a expectativa de que ele endossasse um candidato apoiado pelo centro político, unindo forças para disputar a eleição contra o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula. Um candidato com perfil mais moderado, que unisse essas forças, poderia ter uma chance maior de vitória e implementar uma agenda econômica reformista, o que poderia beneficiar o mercado financeiro e a situação fiscal do país”, avalia Danilo Coelho, economista, especialista em investimentos e MBA e Finanças pela FBNF.
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A queda do real aconteceu após a notícia do portal Metrópoles de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende lançar o filho Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, como candidato à Presidência em 2026
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Bolsas dos EUA avançam após dados de inflação dentro do esperado
Para o analista político Leopoldo Vieira, a reação imediata do mercado indica temor de que a decisão favoreça a reeleição de Lula em 2026 e afaste apoios moderados e indecisos. A aposta de Bolsonaro, porém, é que Flávio ganhe musculatura política a partir de agora. Pesquisas recentes, no entanto, sugerem maior competitividade do governador paulista Tarcísio de Freitas e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra o petista.
“Caso se confirme, a decisão deve levar Tarcísio a disputar a reeleição ao governo de São Paulo, enquanto Michelle tende a concorrer ao Senado pelo Distrito Federal”, avalia o analista. A informação, aponta Vieira, sugere que Bolsonaro vê Lula menos competitivo do que o esperado pela oposição.
O movimento no Brasil ocorre a despeito de, em Nova York, os índices de ações estarem em alta após o núcleo do índice de inflação PCE ter vindo dentro do esperado.
Bolsonaro está preso após ser condenado por tentativa de golpe de Estado, além de estar inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O mercado aguarda uma definição sobre o representante do chamado “bolsonarismo” na eleição do ano que vem contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sendo apontado por alguns agentes como o preferido.
Veja como estavam os principais mercados financeiros por volta das 13h25 desta sexta-feira:
CÂMBIO
O dólar se firmou em alta ante o real neste início de tarde, passando a subir mais de 2% após o noticiário político. O movimento ocorreu a despeito de, no exterior, a moeda norte-americana seguir em baixa ante a maior parte das demais divisas depois do anúncio do índice de inflação PCE dos Estados Unidos.
No fim da manhã, o dólar já encontrava algum suporte no Brasil por conta das compras de fim de ano.
“O dólar ficou barato no Brasil. Ele está tentando furar os R$5,30, chegou a ir abaixo disso ontem (quinta-feira) e voltou, porque há demanda de fim de ano”, comentou neste início de tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.
Nos meses de dezembro, a demanda por dólar no Brasil costuma aumentar em função das remessas de lucros e dividendos ao exterior no fim de ano, feitas por empresas e fundos.
Nos EUA, o Departamento do Comércio informou que o índice de preços PCE subiu 0,3% em setembro, mesma taxa de agosto, acumulando alta de 2,8% em 12 meses. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, teve alta de 0,2% em setembro, mesma taxa de agosto e em linha com a projeção dos economistas ouvidos pela Reuters.
O Federal Reserve acompanha as medidas de preço do PCE para sua meta de inflação de 2%. Neste início de tarde, os ativos seguiam precificando 87,2% de probabilidade de corte de 25 pontos-base dos juros pelo Fed na próxima semana, contra 12,8% de chance de manutenção na faixa de 3,75% a 4,00%, conforme a Ferramenta CME FedWatch. Estes são os mesmos percentuais registrados mais cedo, antes do PCE.
No Brasil, o mercado precifica quase 100% de probabilidade de manutenção da taxa básica Selic em 15% na próxima semana.
Este diferencial de juros entre Brasil e EUA, que atrai capital para o país, tem sido apontado como o principal motivo para as cotações do dólar estarem mais baixas ante o real nos últimos meses, oscilando entre R$5,30 e R$5,40.
(com Reuters)
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