Gilmar Mendes Critica Mendonça por “Erro Crasso” em Caso do Banco Master
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ministro André Mendonça cometeu um “erro crasso” ao relatar uma proposta de delação seletiva no caso do Banco Master. Gilmar argumentou que o acordo de colaboração premiada deve ser firmado entre o Ministério Público ou a Polícia Federal e o investigado, acompanhado por seus advogados.
Ele criticou a atuação de Mendonça no caso, afirmando que a investigação deve seguir uma “métrica” para evitar a repetição de erros do passado, como ocorreu na Operação Lava Jato. Gilmar também mencionou uma sequência de episódios que acendem um alerta sobre a condução do caso, incluindo vazamentos, divulgação de conversas privadas e prisões de familiares de investigados.
Código de Ética e Exposição do STF
Gilmar também criticou a proposta do presidente do STF, Edson Fachin, de criar um código de ética para ministros da Corte. Ele argumentou que o tema deveria ser tratado por uma comissão interna do tribunal e precedido de maior articulação entre os integrantes do Supremo.
Ele disse que o presidente do STF tem a obrigação de “conduzir o tribunal” e avaliar o momento adequado para adotar medidas dessa natureza. Gilmar negou que sua resistência ao código de ética tenha caráter pessoal contra Fachin, mas afirmou que o Supremo estava sob ataque quando o tema foi colocado em discussão.
Transparência de Agendas e Rendimentos
Gilmar foi questionado sobre a transparência das agendas de ministros do STF e a divulgação de rendimentos obtidos fora do tribunal. Ele respondeu que sua agenda é pública e não vê problema na divulgação de valores recebidos por magistrados em palestras, eventos e outras atividades.
Ele também criticou a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa sobre a disputa presidencial de 2026. Gilmar argumentou que a decisão não é uma jurisprudência que irá se manter e que o caso provavelmente irá parar no Supremo Tribunal Federal.
- Gilmar Mendes criticou a atuação de Mendonça no caso do Banco Master.
- Ele argumentou que a investigação deve seguir uma “métrica” para evitar a repetição de erros do passado.
- Gilmar criticou a proposta de criar um código de ética para ministros da Corte.
- Ele defendeu a transparência das agendas de ministros do STF e a divulgação de rendimentos obtidos fora do tribunal.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link