Executiva do Carrefour é Alvo de Operação sobre Propinas e “Fura-Fila” do ICMS
A head de tributos do Carrefour, Luciene Petroni Castro Neves, foi alvo de busca e apreensão em uma operação que investiga um esquema de corrupção e fraude tributária na Secretaria da Fazenda de São Paulo. A operação, batizada de “Fisco Paralelo”, aponta que Luciene manteve contatos frequentes com um fiscal corrupto, Artur Gomes da Silva Neto, que teria arrecadado pelo menos R$ 1 bilhão em propinas de empresas do varejo em troca de benefícios fiscais.
Segundo as investigações, Luciene e Artur Gomes trabalharam juntos para beneficiar o Carrefour, com a concessão de créditos à empresa em desacordo com a legislação. As mensagens trocadas entre os dois sugerem que o fiscal cobrava Luciene por demandas do Carrefour e que o tratamento privilegiado para a rede de supermercados era evidente.
Esquema de Corrupção
O esquema de corrupção investigado pela operação “Fisco Paralelo” envolve a manipulação indevida de procedimentos fiscais, incluindo o ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS, com possível pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro. A operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a servidores da Secretaria da Fazenda de São Paulo.
As investigações apontam que 16 dos alvos são servidores da Secretaria da Fazenda de São Paulo, entre ativos e aposentados. A operação também investiga a existência de um esquema estruturado de corrupção, destinado à manipulação indevida de procedimentos fiscais.
Crimes Investigados
Os crimes investigados pela operação “Fisco Paralelo” incluem:
- Organização criminosa
- Corrupção ativa e passiva
- Lavagem de ativos
A operação é um exemplo de como a corrupção e a fraude tributária podem ser combatidas com a colaboração entre as autoridades e a aplicação da lei.
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