Condenação de Ex-Diretor do MAM Rio por Quebra de Sigilo
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a condenação do ex-diretor executivo do Museu de Arte Moderna do Rio, Fábio Szwarcwald, ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais à instituição. A decisão reconhece que, embora as informações divulgadas por Szwarcwald fossem verdadeiras, ele violou cláusula contratual de confidencialidade ao tornar públicas vulnerabilidades internas do museu.
As vulnerabilidades incluíam a ausência de seguro contra incêndio e falhas estruturais de segurança. Para os desembargadores, a conduta de Szwarcwald abalou a credibilidade do MAM perante artistas, patrocinadores e o mercado de arte.
- A ausência de seguro contra incêndio foi um dos pontos destacados por Szwarcwald.
- Falhas estruturais de segurança também foram mencionadas.
- A conduta de Szwarcwald foi considerada uma violação da cláusula de confidencialidade.
O tribunal, porém, rejeitou o pedido do museu de que Szwarcwald fosse obrigado a se retratar publicamente, reconhecendo que os fatos por ele relatados ficaram comprovados no processo. A defesa do ex-diretor vai recorrer, argumentando que declarar que o MAM ficou um período sem seguro contra incêndio não viola cláusula de confidencialidade, já que o fato é verídico e foi reconhecido pelo próprio museu em nota pública.
Na mesma decisão, a Justiça reconheceu que o vínculo contratual de Szwarcwald com o museu se estendeu até janeiro de 2022 e determinou o pagamento de remuneração variável prevista em contrato. A condenação de Szwarcwald é um exemplo de como a quebra de sigilo pode ter consequências legais e financeiras.
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