Empresas Ligadas a Parentes de Toffoli e o Caso Master
Um recente levantamento realizado pela Folha revelou que duas empresas ligadas a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), teriam tido participação de um fundo de investimentos conhecido como Arleen, que integra a cadeia financeira associada às suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
De acordo com os documentos e dados oficiais analisados, o fundo Arleen manteve investimentos em duas companhias relacionadas a parentes do ministro: a Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR), e a DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que teve como sócio um primo de Toffoli.
O Arleen não é alvo de investigação, mas aparece conectado, por meio de outros fundos, à estrutura apontada pelo banco central como parte da suposta teia de fraudes do Master. A ligação ocorre porque o Arleen foi cotista do fundo RWM Plus, que também recebeu recursos de fundos associados ao Maia 95 — um dos seis veículos citados pelo BC nas apurações sobre o banco controlado por Daniel Vorcaro.
- O fundo Arleen foi criado em 2021 e tinha apenas um cotista, sendo encerrado no fim de 2024, apesar de seu prazo original de duração ser de 20 anos.
- No último balanço disponível, de maio de 2025, o fundo concentrava seus recursos em quatro ativos, incluindo as duas empresas ligadas à família de Toffoli e o RWM Plus.
- Toffoli é o relator do inquérito que apura as fraudes atribuídas ao Banco Master, e decisões do ministro geraram questionamentos.
As relações societárias citadas constam em bases da Receita Federal e em documentos da CVM, analisados pela Folha com apoio de plataformas de jornalismo investigativo. Uma auditoria registrada na CVM em maio de 2025 apontou falhas na documentação do Arleen, levando a empresa responsável a se abster de emitir parecer sobre as contas do fundo.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link