Resumo do Mercado Financeiro
O dólar voltou a superar R$ 5,30, enquanto o Ibovespa recuou mais de 2% em um dia de tensão no mercado financeiro. A instabilidade refletiu a aversão global ao risco diante da escalada do conflito no Oriente Médio e do avanço dos preços de energia.
O dólar comercial encerrou a sexta-feira (20) vendido a R$ 5,309, com alta de R$ 0,093 (+1,79%). A cotação abriu em torno de R$ 5,24 e acelerou a alta após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. No mercado de ações, a tensão também foi grande, com o índice Ibovespa fechando o dia aos 176.219 pontos, com queda de 2,25%.
Pressão Externa e Guerra no Radar
A valorização global do dólar e a alta dos juros nos Estados Unidos impulsionaram o movimento, em meio à reavaliação das expectativas para a política monetária. Investidores passaram a considerar a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) adote uma postura mais rígida diante do risco inflacionário provocado pelo encarecimento da energia.
As taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram, pressionando ativos de maior risco, especialmente em países emergentes. O agravamento das tensões envolvendo o Irã elevou a incerteza global, com informações sobre possível envio de tropas dos Estados Unidos e ameaças de interrupção no fornecimento de petróleo ampliando a cautela nos mercados.
Impacto no Brasil
No mercado doméstico, o real teve um dos piores desempenhos entre moedas emergentes, refletindo a saída de recursos e a redução de posições em ativos locais. A alta dos juros globais e a incerteza externa também impactaram a bolsa brasileira, com queda disseminada entre ações sensíveis ao ciclo econômico e ao crédito.
Alguns setores foram especialmente pressionados, como:
- Construção civil
- Varejo
Esses setores acompanharam a disparada dos juros no mercado futuro.
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