Dólar cai a R$ 4,91 e fecha no menor valor em 27 meses
O dólar fechou em forte queda, e a bolsa de valores avançou nesta terça-feira, em um dia marcado por maior apetite global por risco, apesar das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana atingiu o menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira foi impulsionada por resultados corporativos e pelo ambiente externo.
O dólar comercial encerrou esta terça-feira vendido a R$ 4,912, com recuo de R$ 0,056 (-1,12%). A cotação caiu durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 4,90. Essa queda é resultado de um movimento global de busca por ativos de maior risco, favorecendo moedas de países emergentes.
Algumas das principais razões para essa queda incluem:
- A manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã, que contribuiu para reduzir a aversão ao risco.
- A expectativa de juros elevados por mais tempo, reforçada pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que tende a sustentar a entrada de capital estrangeiro no país, pressionando o dólar para baixo.
- A redução da taxa Selic para 14,50% ao ano na última reunião do Copom, que também influenciou o mercado de ações.
O mercado de ações teve um dia de ganhos, com o índice Ibovespa subindo 0,62%, aos 186.753 pontos. Além disso, os preços do petróleo fecharam em queda, pressionados por sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
É importante notar que o banco central desempenha um papel fundamental na regulação da economia e na manutenção da estabilidade financeira. Nesse contexto, as decisões do banco central podem ter um impacto significativo nos mercados financeiros e na economia como um todo.
Em resumo, a queda do dólar e o avanço da bolsa de valores são resultado de uma combinação de fatores globais e domésticos, incluindo a busca por ativos de maior risco, a manutenção do cessar-fogo no Oriente Médio e as decisões do banco central.
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