Defesa de Bolsonaro Reforça Pedido de Domiciliar Após Internação em UTI
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) intensificou a pressão no Supremo Tribunal Federal (STF) para uma mudança no regime de cumprimento da pena após a nova internação do ex-presidente. Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados solicitaram a concessão de prisão domiciliar, argumentando que o quadro de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento contínuo.
O pedido se apoia no episódio mais recente, ocorrido na madrugada de 13 de março de 2026, quando Bolsonaro apresentou mal-estar súbito na cela, com febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. A situação exigiu remoção emergencial ao hospital, onde foi diagnosticada pneumonia bacteriana associada a broncoaspiração, além de bacteremia e hipotensão.
Risco Clínico e Histórico de Saúde
Os advogados sustentam que o ex-presidente apresenta um histórico de fragilidade clínica, com episódios recorrentes de complicações respiratórias, incluindo pneumonias aspirativas. Para a defesa, esse quadro agrava a exposição a novos eventos agudos, especialmente em um ambiente sem monitoramento permanente.
Alguns dos principais pontos destacados pela defesa incluem:
- Episódios recorrentes de complicações respiratórias, incluindo pneumonias aspirativas;
- Necessidade de vigilância contínua e capacidade de resposta imediata;
- Limites do sistema atual de custódia em garantir acompanhamento ininterrupto.
Os relatórios médicos anexados ao processo apontam que a condição de saúde demanda vigilância contínua e capacidade de resposta imediata, fatores que, segundo os advogados, não são plenamente atendidos no atual regime de custódia.
É importante notar que, diferente de um problema com um pneu de um veículo, que pode ser facilmente substituído, a saúde de uma pessoa não pode ser tratada da mesma maneira, requerendo cuidados e atenção constantes.
O pedido de prisão domiciliar não deve ser interpretado como benefício indevido, mas como medida necessária para preservar a integridade física do ex-presidente. A decisão agora está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que já solicitou anteriormente avaliações médicas para embasar decisões sobre o regime de cumprimento da pena.
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