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Copel mantém estratégia de descontratação e avalia efeito de El Niño sobre preços

Copel Mantém Estratégia de Descontratação e Avalia Efeito de El Niño sobre Preços

A Copel, uma das principais empresas elétricas do Brasil, anunciou que manterá sua estratégia de operar com um balanço de energia descontratado. Essa decisão visa aproveitar os momentos de alta dos preços de curto prazo, enquanto monitora os possíveis impactos baixistas no mercado devido ao fenômeno climático El Niño previsto para o segundo semestre.

De acordo com o CEO da Copel, Daniel Slaviero, a estratégia atual de comercialização de energia tem trazido bons resultados, apesar do ambiente desafiador e volátil para a operação do sistema elétrico brasileiro. A empresa continuará operando mais descontratada em 2026 e nos dois anos seguintes, evitando vender energia em contratos com prazos mais longos que tendem a render preços menores.

Estratégia de Comercialização

A Copel irá manter seu “pace” de comercialização, capturando os “spikes” de preço sem acelerar ou reduzir as vendas. O diretor da área de comercialização, Rodolfo Lima, observou que há grandes chances de ocorrência de um forte El Niño no segundo semestre, o que poderia trazer mais chuvas para o Sul do Brasil e pressão baixista sobre os preços de curto prazo.

Se esse cenário se concretizar, a empresa pode aproveitar oportunidades de compra de energia. O CEO destacou que a companhia pode aumentar suas posições ou fechar “gaps” trimestrais que possam haver pela curva do GSF (Gerenciamento de Risco Hidrológico).

Aversão a Risco e Preços Altos

O CEO da Copel defendeu a manutenção dos atuais parâmetros de aversão a risco dos modelos de operação e precificação do setor elétrico no Brasil. Segundo ele, os preços de energia refletem efetivamente a realidade da operação do sistema brasileiro, com maior variabilidade da geração de diferentes fontes ao longo do dia.

A região Sul do Brasil estaria em situação “ainda mais severa” se não fosse a operação atual, que está mais avessa a risco e dá mais peso a possíveis cenários de escassez hídrica. O setor elétrico discute uma eventual mudança nesses parâmetros do modelo diante da forte repercussão sobre o mercado de comercialização de energia.

  • A Copel fará uma “análise profunda” de eventuais oportunidades de aquisição de distribuidoras de energia.
  • A empresa manterá sua disciplina de alocação de capital e avaliará negócios em baterias, geração, transmissão e comercialização.
  • A Copel continuará operando mais descontratada em 2026 e nos dois anos seguintes.

Em resumo, a Copel manterá sua estratégia de descontratação e avaliará o efeito de El Niño sobre os preços de energia. A empresa continuará operando mais descontratada e aproveitando oportunidades de compra de energia, enquanto mantém sua disciplina de alocação de capital e avalia negócios em diferentes áreas.

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