Conflito entre Executivo e Congresso
O início do ano eleitoral está marcado por uma nova tensão entre o Executivo e o Congresso, com a oposição trabalhando para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. O veto, assinado em cerimônia no Palácio do Planalto, visa manter as penas aplicadas aos condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo os envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A oposição, liderada pela bancada bolsonarista, busca levar o veto à apreciação do plenário do Congresso e revertê-lo. Já o governo, por sua vez, sinaliza que não recuará e está disposto a usar articulação política e instrumentos orçamentários para sustentar a decisão presidencial.
Reações e Consequências
A reação da oposição foi imediata, com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmando que o veto “será derrubado na primeira sessão do Congresso”. Deputados bolsonaristas também começaram a recolher assinaturas para convocar uma sessão conjunta ainda em janeiro.
Do lado do governo, a ordem é resistir. Lideranças petistas afirmam que o veto será defendido como uma linha de defesa institucional do julgamento do 8 de Janeiro e das decisões do Supremo Tribunal Federal. Além disso, o Planalto começou a emitir sinais de endurecimento na relação com o Congresso, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmando que o governo avalia barrar cerca de R$ 11 bilhões em emendas parlamentares previstas no Orçamento de 2026.
- O veto ao PL da Dosimetria se tornou uma das principais bandeiras da oposição para pressionar o governo e testar a força da base aliada no Parlamento.
- O governo está disposto a usar articulação política e instrumentos orçamentários para sustentar a decisão presidencial.
- A disputa em torno do veto à dosimetria pode contaminar outras pautas sensíveis da agenda legislativa.
Com a promessa da oposição de levar o veto ao plenário e a disposição do governo de sustentar a decisão até o fim, o PL da Dosimetria deve se tornar o primeiro grande embate político de 2026 entre Executivo e Congresso.
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