Comissão na Câmara dos EUA cita eleições no Brasil e acusa Moraes de ‘censura’
O Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos publicou um relatório sobre o Brasil, no qual critica o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O grupo, atualmente comandado pelo partido Republicano, afirma que o magistrado atua em uma “campanha de censura” que “atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão” americana.
Segundo o relatório, decisões de Moraes e outros magistrados brasileiros “têm repetidamente mirado os discursos proferidos nos Estados Unidos, incluindo os de jornalistas e comentaristas brasileiros” que vivem no país. Além disso, o documento menciona o cenário eleitoral no Brasil, citando a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As principais críticas da comissão incluem:
- A ordem de censura e o “lawfare” de Moraes contra a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e apoiadores, que podem prejudicar significativamente sua capacidade de se expressar on-line sobre questões de interesse público nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira.
- A supervisão do Comitê revela que o ministro Moraes e outros membros do Judiciário brasileiro buscam impor um regime global de censura ao ordenar a remoção de conteúdos em todo o mundo.
- A comissão argumenta que as decisões de Moraes e outros magistrados brasileiros “atingem o cerne da democracia brasileira e ameaçam a liberdade de expressão” americana.
O presidente da comissão, Jim Jordan, é apoiador do ex-presidente Donald Trump e esteve com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e Flávio em 8 de janeiro deste ano. O STF foi procurado para comentar sobre o relatório, mas não respondeu até a publicação da reportagem.
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