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Câmbio: remessas ao exterior podem fazer o dólar subir neste fim de ano?

Câmbio: remessas ao exterior podem fazer o dólar subir neste fim de ano?

Após uma queda de mais de 13% no ano, o dólar pode seguir em queda no último mês do ano? Há um fator que pode jogar contra este movimento até o fim do ano. No primeiro pregão do último mês de 2025, o dólar subiu 0,43% ante o real e foi a R$ 5,36. Entre os motivos, está o tradicional fluxo de fim de ano, quando empresas e fundos costumam mandar dólares ao exterior.

Operadores atribuíram o tropeço do real na segunda-feira a um aumento da procura pela moeda americana no mercado local para envio de recursos ao exterior, como lucros e dividendos. O diretor da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, avalia que, passada a rolagem de contratos futuros na virada do mês, já se verifica uma demanda maior por “dólar spot” para as remessas de fim de ano.

Perspectiva de analistas

A perspectiva de analistas ouvidos é que o Banco Central possa, além de rolar linhas existentes, promover oferta de novas linhas com compromisso de recompra. Estaria no radar também a realização de oferta conjunta de dólar à vista com swap cambial reverso, operação apelidada de “casadão”.

Na segunda-feira, em evento da XP, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a defender o regime de câmbio flutuante e repetiu que a autarquia intervém no mercado de câmbio apenas em casos de “disfuncionalidade”.

Índices econômicos

Lá fora, o índice DXY – que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes – teve leve queda na segunda-feira, ao redor dos 99,400 pontos. Entre indicadores, o índice de atividade industrial (PMI) dos EUA caiu para 48,2 em novembro, ante 48,7 em outubro.

Destaque na sessão para a valorização de mais de 0,40% do iene, após o presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, sinalizar a possibilidade de aumento de juros em sua próxima reunião de política monetária.

  • O gestor de fundos multimercados da AZ Quest, Eduardo Aun, vê um efeito “muito marginal” da provável alta de juros no Japão sobre a dinâmica das divisas latino-americanas.
  • A sinalização mais recente do Federal Reserve favorece moedas emergentes, que podem ter uma boa performance até o fim do ano, embora sem grandes movimentos.
  • O gestor diz “não ter dúvidas” de que haverá um corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros americana na semana que vem.

Em resumo, o dólar pode subir no fim do ano devido ao fluxo de remessas ao exterior, mas a perspectiva de analistas é que o Banco Central possa intervir no mercado de câmbio para evitar uma alta muito grande.

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