Projeção do Ibovespa Elevada para 210 Mil Pontos
O Bank of America (BofA) elevou sua projeção para o Ibovespa de 180 mil para 210 mil pontos ao fim do ano, impulsionado por um ambiente externo mais benigno e pela expectativa de desescalada das tensões globais. Essa visão construtiva para as ações brasileiras no curto prazo é reforçada pela possibilidade de um cenário de desescalada sustentar o fluxo para mercados emergentes, com alívio inflacionário e maior espaço para cortes de juros pelos bancos centrais.
Um fator-chave para a continuidade desse movimento é um dólar mais fraco. Além disso, o BofA destaca que as empresas de petróleo responderam por quase um terço da contribuição do índice no ano, e embora o Ibovespa suba 21% no período, a média das ações avança cerca de 13%.
Visão do Banco para o Mercado
O banco trabalha com múltiplos ligeiramente abaixo dos níveis atuais, incorporando riscos ligados a lucros e à volatilidade eleitoral. A expectativa é de taxa Selic em 13,25% em 2026 e 12,50% em 2027, enquanto o crescimento do lucro por ação (EPS) de setores domésticos pode atingir 27% em 2026 e 20% em 2027.
O BofA reiterou overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para o Brasil na carteira de América Latina, destacando a importância da liderança setorial. Um cenário de desescalada, pesquisas eleitorais e pico de inflação podem beneficiar ações sensíveis a juros.
- Commodities e utilities tendem a continuar com bom desempenho se os riscos geopolíticos persistirem.
- O BofA vê um cenário intermediário, favorecendo financeiras e empresas alavancadas com geração de caixa resiliente.
- Valuations elevados não impedem o banco de seguir positivo com utilities de crescimento.
Para pesos pesados como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), a recomendação é neutra. Na América Latina, o banco também possui recomendação overweight para Argentina, enquanto possui exposição marketweight para o México, e underweight para o Peru.
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