BC confirma corte da Selic em março, mas manterá juros restritivos
O Banco Central (BC) confirmou que começará a reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março. Entretanto, a autarquia não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.
De acordo com a ata da reunião do Copom, a estratégia envolve calibração do nível de juros, e o Comitê antevê iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.
A taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Segundo a autarquia, a manutenção dos juros ainda em níveis restritivos se deve à resiliência de alguns fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho. Ainda assim, o BC acrescenta que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, operando acima do seu potencial de expansão sem pressionar a inflação.
Para o mercado financeiro, de acordo com a última edição do boletim Focus, a Selic deve ser reduzida para 14,5% ao ano na próxima reunião do Copom, em março, e alcançar 12,25% ao ano até o final de 2026.
Os principais pontos da ata do Copom incluem:
- A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano;
- A previsão de redução da Selic em março;
- A manutenção dos juros em níveis restritivos;
- A importância da política fiscal para o controle da inflação;
- A necessidade de cautela na condução da política monetária devido à incerteza externa.
O BC reforçou a visão de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas, e que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal pode elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade.
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