Agenda, Fiscal e Questões Políticas Influenciam o Ibovespa
O Ibovespa iniciou a semana com indefinição, apesar da valorização das commodities e do tom positivo dos índices futuros de ações em Nova York. A elevação de 0,44% do minério de ferro em Dalian, na China, também poderia ter estimulado uma alta no indicador.
No entanto, a agenda desta semana está repleta de eventos importantes, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o que impõe cautela aos investidores. O IPCA-15 de novembro, dados do mercado de trabalho brasileiro e o PCE, índice de preços predileto do Federal Reserve, serão os principais focos de atenção.
Além disso, a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro e as questões políticas em torno disso também estão sendo monitoradas pelos investidores. A votação esperada para amanhã no Senado do projeto de lei que regulamenta a aposentadoria especial de agentes de saúde e de combate às endemias é considerada uma pauta-bomba.
Os analistas também destacam a retirada de 40% das tarifas a alguns produtos brasileiros como um fator que desagrada os agentes financeiros. “Ou seja, não é o cenário maravilhoso para Brasil neste momento e a Bolsa está esticada”, afirma Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.
Em meio a esses desafios, o mercado de renda variável na B3 opera com cautela. A tendência é que o mercado opere “de lado” até que os indicadores econômicos sejam divulgados e as expectativas para as políticas monetárias sejam ajustadas.
- O IPCA-15 de novembro será divulgado esta semana;
- Os dados do mercado de trabalho brasileiro também serão divulgados;
- O PCE, índice de preços predileto do Federal Reserve, será divulgado nos EUA.
Com tantos fatores influenciando o mercado, os investidores devem permanecer atentos às notícias e ajustar suas estratégias de acordo. A arrecadação de outubro, que somou R$ 261,908 bilhões, também foi divulgada e está sendo analisada pelos especialistas.
Em resumo, a combinação de fatores econômicos, políticos e fiscais está dificultando a alta do Ibovespa, apesar da valorização das commodities e do tom positivo dos índices futuros de ações em Nova York.
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