Ação pede inelegibilidade de Malafaia e Flávio Bolsonaro por apoio em culto no Rio
Uma manifestação de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro durante um culto religioso no Rio de Janeiro motivou uma representação no Ministério Público Eleitoral. A ação pede a investigação da dupla por propaganda antecipada e a decretação da inelegibilidade do senador.
O episódio ocorreu no último domingo, na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), liderada pelo pastor Silas Malafaia. Durante a celebração da Santa Ceia, Malafaia interrompeu a liturgia para convocar políticos ao altar e conduzir uma oração em favor de seus projetos eleitorais.
Além de Flávio, participaram do ato o ex-governador Cláudio Castro, o presidente da Alerj Douglas Ruas, o deputado Sóstenes Cavalcante e o ex-prefeito Marcelo Crivella, todos apontados como pré-candidatos em 2026. A presença conjunta no altar e a menção nominal aos projetos políticos motivaram questionamentos jurídicos sobre o uso do espaço religioso.
Representação no Ministério Público Eleitoral
A Associação Movimento Brasil Laico levou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Na representação, a entidade sustenta que houve propaganda eleitoral antecipada em bem de uso comum, além de abuso de poder religioso e econômico.
As principais medidas pedidas incluem:
- Preservação das gravações do culto
- Aplicação de multas que podem chegar a R$ 25 mil por envolvido
- Declaração de inelegibilidade por oito anos de Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro
- Encaminhamento do caso à Receita Federal para apuração de possível desvio de finalidade da ADVEC
A ação busca garantir a lisura do processo eleitoral e evitar o uso indevido de espaços religiosos para fins políticos.
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