Crítica ao PL Antifacção
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou sua preocupação com o texto do PL Antifacção aprovado pela Câmara dos Deputados, afirmando que ele representa um enfraquecimento direto da atuação da Polícia Federal (PF) no combate ao crime organizado.
Segundo Haddad, o relatório produzido pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) “asfixia financeiramente a Polícia Federal e não o crime organizado”, ao alterar a distribuição dos recursos provenientes de bens apreendidos. Isso pode comprometer a capacidade da PF de combater o crime organizado de forma eficaz.
Operações Recentes da PF
Haddad citou três operações recentes da PF, envolvendo lavagem de dinheiro na Faria Lima, máfia dos combustíveis no Rio de Janeiro e fraudes no sistema financeiro em Brasília, para argumentar que a corporação vive “seu melhor momento de atuação” e que mudanças feitas sem diálogo colocam esse avanço em risco.
Ele afirmou que, em menos de quatro meses, a PF desbaratou esquemas gigantescos de corrupção, lavagem de dinheiro e crime organizado, e que não se pode permitir que essas operações sejam enfraquecidas por um relatório votado de forma açodada.
Revisão no Senado
Haddad disse que o texto aprovado foi levado ao plenário “sem que especialistas fossem ouvidos, sem debate público e sem que os órgãos envolvidos tivessem oportunidade de se manifestar”. Para o ministro, a versão aprovada descaracteriza o projeto original encaminhado pelo governo, elaborado sob coordenação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Ele afirmou que o governo tentará reverter as alterações no Senado, trabalhando para retomar o projeto original. Isso é fundamental para garantir que a PF possa continuar a combater o crime organizado de forma eficaz.
- A PF vive seu melhor momento de atuação no combate ao crime organizado.
- O texto aprovado pode enfraquecer a capacidade da PF de combater o crime organizado.
- O governo tentará reverter as alterações no Senado.
Em resumo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, critica o texto do PL Antifacção aprovado pela Câmara dos Deputados, afirmando que ele enfraquece a atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado. Ele defende a integração entre as instituições e a necessidade de fortalecer os órgãos de fiscalização, como a PF e a Receita Federal.
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