Ibovespa Fecha no Vermelho, com Exterior, Temor Fiscal e Perdas de Vale e Petrobras
O Ibovespa fechou a quinta-feira com uma queda de 0,28%, alcançando 142.200,02 pontos, uma perda de 403,64 pontos. Durante a tarde, o índice passou um período no positivo, enquanto a manhã foi marcada por uma abertura negativa, embora sem grandes variações.
O dólar comercial também apresentou uma queda de 0,36%, fechando o dia a R$ 5,442. Os juros futuros (DIs) terminaram a sessão de forma mista, com uma predominância de altas ao longo da curva.
IBC-Br Positivo em Agosto
A quinta-feira começou com a divulgação do IBC-Br, uma medida prévia do PIB brasileiro. O índice de atividade em agosto apresentou um crescimento, após três meses seguidos de baixa. No entanto, a alta foi abaixo do esperado.
Segundo os economistas da XP, “a atividade doméstica tem desacelerado ao longo da segunda metade do ano, em linha com o agravamento das condições de crédito (juros mais altos, aumento da inadimplência e endividamento das famílias). No entanto, acreditamos que o crescimento sólido da renda representa um importante fator de amortecimento no curto prazo.”
Bancos Quase Salvam o Dia
As ações dos bancos foram um dos principais fatores que evitaram uma queda maior do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,25%, enquanto o Bradesco (BBDC4) avançou 1,15%. Já o Itaú Unibanco (ITUB4) foi o único banco que recuou, com uma perda de 0,24%.
Outras ações que se destacaram foram a Eletrobras (ELET3), que subiu 0,45% após a venda da participação da Eletronuclear, e a WEG (WEGE3), que ganhou 2,70% após adquirir 54% de participação acionária na Tupinambá Energia.
Perdas de Vale e Petrobras
No entanto, a Vale (VALE3) desceu 0,92%, em dia que o minério de ferro perdeu terreno na China. Já a Petrobras (PETR4) perdeu 1,01%, com o petróleo internacional descendo mais um dia, apesar do Ibama ter esclarecido pontos sobre a Margem Equatorial.
Alguns varejistas também sofreram perdas, como a Magazine Luiza (MGLU3), que caiu 7,97%, e a Assaí (ASAI3), que recuou 3,57%.
Os investidores devem reagir apenas na sexta-feira ao que vai ser divulgado da conversa entre os chanceleres de Brasil e EUA, que aconteceu no final da tarde de quinta-feira. Sem dados relevantes saindo, com exceção da leitura final da inflação na Europa, o último pregão da semana promete ser uma incógnita como foi o de quinta-feira.
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