Ibovespa Fecha com Novo Recorde, em Alta Puxada por Vale e Bancos
O Ibovespa segue em sua toada de recordes, fechando com alta de 0,61% e atingindo um novo recorde. Embora tenha fechado com um ganho de 890,14 pontos, o índice conseguiu renovar a máxima histórica, ao chegar a 147.558,22 pontos.
A semana começou com o mercado projetando a prometida reunião entre Donald Trump e Lula, mas os termos da conversa entre os presidentes dos EUA e do Brasil seguem um mistério. O JPMorgan avalia que a recente aproximação entre os dois pode abrir espaço para uma flexibilização das tarifas impostas pelos EUA contra o Brasil.
O vice-presidente Geraldo Alckmin se diz “otimista” com as negociações. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma “discussão racional” sobre o tarifaço vai se iniciar a qualquer momento.
No entanto, Trump tem suas próprias preocupações, enquanto anuncia mais tarifas, incluindo para o cinema. A principal preocupação é uma paralisação do governo, enquanto não se chega a um acordo bipartidário sobre o assunto.
Sem tal entendimento, é capaz do dado econômico mais importante da semana, o payroll, que sai na sexta-feira, nem seja divulgado, deixando o Federal Reserve às cegas e, consequentemente, o mundo sobre como está o mercado de trabalho nos EUA.
Por aqui, os empregos vão bem, obrigado. O Caged de agosto mostrou geração de quase 150 mil vagas formais líquidas. Apesar disso, o número veio abaixo dos 160 mil esperados.
O cenário doméstico parece ideal para otimismos como o de Alckmin, que prevê redução da Selic, com dólar em baixa e safra recorde. O Boletim Focus concorda e mais uma semana veio com cortes para o câmbio e a inflação.
Haddad também garantiu mais uma vez não ver preocupação em relação ao cumprimento das metas fiscais. Mas Gabriel Galípolo, o chefão do Banco Central, acha que a autoridade monetária ainda tem muito esforço para fazer, enquanto vê a inadimplência subir.
Vale e bancos sobem em São Paulo, com a Vale (VALE3) subindo 0,33% e os bancos garantindo a alta do Ibovespa. Entre os bancões, apenas Banco do Brasil (BBAS3) escorregou um pouco, chegou a ficar negativo, e terminou com alta curta de 0,05%.
O nome mais parrudo desta segunda foi Eletrobras (ELET3), que subiu 3,93%, com analistas projetando “dividendos consistentes”. As siderúrgicas também avançaram, bem como CSN Mineração (CMIN3), que subiu 3,95%; os frigoríficos ganharam pouco menos de 1%; e os varejistas terminaram o dia mistos.
Petrobras em queda, com a queda ampla de Petrobras (PETR4), com 1,36%, na linha do petróleo internacional, que despencou hoje na casa dos 3%. E Braskem (BRKM5), que perdeu 5,13%, com agência de risco rebaixando nota da companhia, e com analistas projetando uma recuperação judicial.
Para acompanhar as últimas notícias de economia, investimentos e negócios, é possível se inscrever no canal do InfoMoney no WhatsApp.
- Ibovespa: 146.336,80 pontos
- Máxima: 147.558,22 pontos
- Mínima: 145.446,71 pontos
- Diferença para a abertura: +890,14 pontos
- Volume: R$ 18,60 bilhões
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link