Ouro Sofre Recuo de Mais de 2% devido à Alta do Petróleo e Juros dos Treasuries
O mercado de ouro experimentou uma queda significativa, com o contrato mais líquido fechando em baixa de mais de 2% na última quinta-feira. Essa queda foi influenciada pela escalada do conflito no Oriente Médio, que levou a uma interrupção nos fluxos marítimos na região e, consequentemente, a uma disparada nos preços do petróleo.
Essa alta nos preços do petróleo eleva as pressões inflacionárias, o que pode levar a um maior aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed). Como resultado, os rendimentos dos Treasuries avançam, pressionando ainda mais o ouro, que não rende juros. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em baixa de 2,45%, a US$ 4.050,2 por onça-troy.
Impacto no Mercado e Expectativas
O mercado segue ampliando expectativas em torno de um possível aumento de juros pelo Fed nos próximos meses, em meio à deterioração do sentimento de risco provocada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela disparada do petróleo. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a expectativa de aperto monetário pelo Fed até setembro segue crescendo, tendo superado a probabilidade de 80%.
Por outro lado, o UBS mantém uma perspectiva otimista para o ouro no médio e longo prazo. Um sinal foi a alta dos preços do ouro desde o início desta semana, enquanto as ações de empresas de mineração de ouro em Hong Kong e na China subiram cerca de 20% em três dias.
- A escalada do conflito no Oriente Médio e sua influência nos preços do petróleo.
- A expectativa de aumento de juros pelo Fed e seu impacto no mercado de ouro.
- A perspectiva otimista do UBS para o ouro no médio e longo prazo.
O UBS prevê o ouro a US$ 4.675 e US$ 4.800 até o final de 2026 e 2027, respectivamente. Os próximos eventos importantes a serem observados são o tom da política monetária do Fed e os desdobramentos no Oriente Médio.
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