O Caso dos R$ 500 mil: O que Flávio Bolsonaro Não Explicou
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, divulgou um vídeo para explicar sua relação com empresas ligadas ao conglomerado do Banco Master, de Daniel Vorcaro. No entanto, deixou lacunas importantes sobre o pagamento de R$ 500 mil que recebeu e sobre as notas fiscais que foram emitidas e posteriormente canceladas.
Flávio Bolsonaro afirmou que prestou “serviços advocatícios” à empresa Contábil Correa, que pertence a Rogério Lourenço Novo, em uma contratação legal, lícita e privada. Ele também declarou que se recusou a prestar serviço para a Copenhagen e Assessoria e Consultoria S.A, empresa do conglomerado do Master.
No entanto, o senador não esclareceu vários pontos importantes sobre o caso. Aqui estão algumas das principais lacunas:
- Qual foi o serviço prestado para a Contábil Correa? A nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro para a empresa indica genericamente o serviço de “assessoria jurídica”, por R$ 500 mil. No vídeo, o senador não detalhou qual teria sido a natureza desse assessoramento nem se houve de fato a celebração de um contrato, escrito ou verbal.
- Quem apresentou Rogério Lourenço Novo a Flávio Bolsonaro? A Contábil Correa é uma empresa de 2005 e tem endereço registrado em São Caetano do Sul (SP), na região metropolitana de São Paulo. O senador não detalhou como Rogério Novo surgiu para ele com a proposta, nem se alguma outra pessoa intermediou o negócio.
- Por que fez duas notas fiscais de R$ 500 mil para Copenhagen, que foram canceladas? O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais, de R$ 500 mil, cada, para a consultoria Copenhagen em 7 de abril de 2025. Uma delas foi cancelada no mesmo dia. A outra, dois dias depois. No vídeo, o senador falou somente que não aceitou trabalhar para a Copenhagem, mas não esclareceu o porquê de ter chegado a emitir as notas.
- Quais seriam os serviços solicitados pela Copenhagen, e por qual representante da empresa? No vídeo divulgado nas redes sociais, o senador reclamou de estar sendo cobrado a explicar um serviço que ele não prestou. Ele não explicou quais teriam sido os serviços negociados e que chegaram a justificar a emissão de notas fiscais. Também não falou qual diretor ou proprietário da Copenhagen fez tratativas com ele.
Essas lacunas deixadas por Flávio Bolsonaro geram mais dúvidas do que respostas sobre o caso dos R$ 500 mil. É fundamental que o senador forneça mais informações para esclarecer esses pontos e evitar mais especulações.
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