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Ibovespa começa julho em leve queda, com investidor reticente sobre juros e eleição

Resumo do Mercado

O Ibovespa iniciou o mês de julho com uma leve queda, fechando em 171.688,61 pontos, uma redução de 0,2% em relação ao dia anterior. Essa queda reflete a cautela dos investidores diante da perspectiva de um ciclo de alívio monetário mais curto do que o esperado e do aumento da incerteza política.

De acordo com a estrategista-chefe de ações para as Américas do HSBC, Nicole Inui, as expectativas sobre juros, eleições e riscos inflacionários mudaram significativamente nas últimas semanas. No entanto, ela destaca que muito disso já está precificado no mercado, que não espera mais os cortes na taxa básica de juros (Selic) que eram previstos no início do ano.

Análise do Mercado

A perspectiva de um El Niño “horrível” com potenciais reflexos na inflação também está sendo monitorada. Além disso, a incerteza sobre as eleições é outro fator que influencia o mercado. A estrategista do HSBC afirma estar “cautelosamente otimista” e destaca que uma melhora na bolsa depende de um catalisador, que pode ser uma mudança na perspectiva de que o banco central não tem mais espaço para reduzir a taxa básica de juros.

Outro ponto destacado é a reversão do fluxo de estrangeiros, que vinha sendo positivo no início do ano, mas agora está mudando devido à mudança nas expectativas para a Selic e ao movimento de rotação de volta para ações nos Estados Unidos e tecnologia.

Destaque das Ações

  • Engie Brasil (EGIE3) caiu 6,14% um dia antes da assembleia para decidir sobre a aquisição de uma participação na usina hidrelétrica de Jirau.
  • Minerva (BEEF3) recuou 4,58%, devolvendo parte da alta acumulada nos últimos três pregões.
  • Suzano (SUZB3) valorizou-se 2,11% após a conclusão da operação para criar uma joint venture com a Kimberly-Clark.
  • Vale (VALE3) avançou 0,12%, resistindo ao declínio dos futuros do minério de ferro da China.

Em resumo, o mercado brasileiro inicia o segundo semestre com cautela, refletindo as incertezas sobre juros, eleições e inflação, mas com um olhar positivo para o potencial de recuperação.

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