Petróleo perde força; o que esperar de Petrobras, Prio e Brava agora?
O petróleo voltou a recuar nesta quarta-feira (24) e acumulou a terceira sessão consecutiva de queda, em meio a sinais de normalização do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz e ao avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã.
O Brent para setembro fechou em baixa de 3,81%, a US$ 73,87 o barril, enquanto o WTI para agosto caiu 3,92%, encerrando a US$ 70,34. O movimento ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã informou não estar cobrando pedágios de embarcações que transitam por Ormuz.
Além do alívio geopolítico, o mercado também passou a precificar um cenário de maior oferta. Segundo operadores ouvidos pela Bloomberg, a reabertura de Ormuz acelerou o fluxo de cargas para Europa e Ásia, enquanto a demanda chinesa segue enfraquecida.
Com o Brent voltando a negociar abaixo de US$ 75 e crescentes sinais de excesso de oferta no mercado físico, investidores acompanham os reflexos desse movimento sobre as principais petroleiras da Bolsa brasileira: Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3).
Análise técnica das ações
As ações da Petrobras acumulam valorização de 27,50% em 2026, mas seguem em movimento corretivo desde que se aproximaram da máxima histórica em R$ 49,39. Na última sessão, os papéis recuaram 2,64%, encerrando o pregão cotados a R$ 38,29.
Já as ações da Prio acumulam valorização de 30,59% em 2026, mas também atravessam um movimento corretivo após se aproximarem da máxima histórica em R$ 72,98. Na última sessão, o papel registrou queda de 3,57%, encerrando cotado a R$ 54,14.
As ações da Brava acumulam valorização de 13,57% em 2026 e encerraram a última sessão praticamente estáveis, com leve alta de 0,16%, aos R$ 19,01.
Previsões e tendências
- A tendência segue baixista para as ações da Petrobras e Prio, com necessidade de recuperação das médias móveis e avanço sobre as resistências mais próximas para retomar o fluxo comprador.
- A Brava Energia forma uma estrutura triangular, com topos descendentes e fundos ascendentes, padrão que costuma anteceder movimentos mais fortes quando ocorre o rompimento de uma das extremidades.
- A definição da próxima tendência dependerá do rompimento dessa estrutura, com possibilidade de retomar o fluxo comprador e buscar níveis mais altos ou acelerar o movimento corretivo e abrir espaço para testar faixas inferiores.
Os investidores devem acompanhar os reflexos do movimento do petróleo sobre as ações das principais petroleiras da Bolsa brasileira e considerar as análises técnicas e fundamentais para tomar decisões informadas.
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